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Termine o ano numa boa com sua lista de tarefas
Bruno Emmanuelle um cachorro está deitado na cama e uma mulher está sentada usando o computador no colo.

Como você está se sentindo com a chegada do final do ano? Sua lista de tarefas do começo do ano foi cumprida? Lu Gastal nos dá conselhos para levar uma vida mais leve e sem tantas cobranças 


 

Todo final de mês é a mesma coisa. A gente olha pro calendário e pensa “uau, cabô mais um!”, rabisca uns compromissos na agenda e segue o baile! Quando se trata da virada novembro/dezembro, bate aquela taquicardia, juntamente com a ilusão de que se faz necessário resolver nos próximos 31 dias tudo que ficou pendente na listinha de “coisas a fazer”. 

Eu sei, você sabe, todo mundo sabe, a whishlist, também conhecida como “Lista de Desejos”, nada mais é do que um papo reto e direto com nossos próprios pensamentos. Portanto, pense aí. Se não der para riscar os últimos itens da sua listinha imaginária ainda este ano, seja generoso consigo e reescreva para o ano que vem. 

 

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Entenda, querido leitor, não quero empoderar ainda mais a já empoderada procrastinação, longe disso! Vale selecionar o necessário do intransferível. O abraço no amigo que ainda não encontramos pessoalmente não precisa ficar pro ano que vem, ligue, marque um café, uma cerveja no boteco ou arrume qualquer outra desculpa, mas vá! A visita anual no dentista, ler os livros que nos aguardam ao lado da cama ou aquela faxina nos armários da cozinha podem esperar o 2023 chegar. Só a você cabe a escolha das próprias urgências.

Não se trata de nenhuma apologia à preguiça, a postergar desejos, deixá-los para depois. Depois é nunca, lembra? Apenas peço a você (e a mim mesma) para conjugarmos o verbo PERMITIR no presente do subjuntivo: que eu me permita, que tu te permitas, e por aí seguimos a estrada nesse caminho chamado VIDA, que tem pedras e buracos, flores e pássaros, e pelos caminhos retos ou tortuosos, tem escolhas, decisões, permissões, ajustes.

A graça da vida está no trajeto que percorremos para chegar lá!

E, por aqui, me despeço com as palavras de Guimarães Rosa, num trecho do clássico Grande Serão Veredas:

Todo caminho da gente é resvaloso. 

Mas também, cair não prejudica demais – a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!

O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. 

O que ela quer da gente é coragem.”

Beijos meus!

 

 


LU GASTAL (@lugastal) trocou o mundo das formalidades pelo das manualidades. É advogada por formação, artesã por convicção. Autora do livro Relicário de Afetos (Editora Satolep Press), participa de palestras por todos os cantos. Desde que escolheu tecer seus sonhos e compartilhar suas ideias criativas, não parou mais de colorir o mundo ao seu redor.

Leia todos os textos da coluna de Lu Gastal em Vida Simples.

 

*Os textos de colunistas não refletem, necessariamente, a opinião de Vida Simples.

A vida pode ser simples, comece hoje mesmo a viver a sua.

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