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É preciso ter coragem para aceitar que amizades mudam
(Foto: Annie Spratt/Unsplash)
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Na vastidão da jornada da vida, encontra­mos aqueles que se tornam partes inapa­gáveis da nossa história. Como nossa famí­lia, presente desde os primeiros passos.

Ela nos molda com sua presença constan­te, carregada de amor ou de desafios. Po­rém, é nas encruzilhadas que descobrimos amigos, viajantes com os quais comparti­lhamos risos, segredos e lágrimas.

Existe uma verdade inexorável sobre amizades, que pode ser dolorosa para uns ou mais aceitável para outros: as pessoas mudam, nós mudamos. E nem sempre po­demos continuar na mesma estrada jun­tos.

Por vezes, conseguimos seguir lado a lado, se nossas mudanças ocorrem na mesma intensidade e direção. Em outras ocasiões, as diferenças nos obrigam a en­veredar por rotas diferentes. Mas isso não necessariamente implica mágoas.

Quando mudamos internamente, nos­sos relacionamentos inevitavelmente se alteram. A maturidade em uma amizade permite que cresçamos juntos, enquan­to a falta dela pode resultar em rupturas.

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Permita que suas amizades mudem

Assim, abraçar as mudanças é uma parte inevitável da vida. Resistir a essas trans­formações seria como se render à paralisia ou se conformar à zona de conforto – sinô­nimo de estagnação.

Podemos vê-las como sinais de crescimento, tanto individual quanto coletivo, entre amigos que apren­dem a aceitar e a celebrar suas evoluções. Além disso, há beleza nas amizades que transcendem o tempo e o espaço.

Amigos nos ancoram, nos desafiam e, às vezes, nos revelam partes de nós mesmos que desconhecíamos. Isso ocorre sobretudo quando mudamos, e é aí que reside a dor e a graça do crescimento.

Aceitar que as pessoas mudam – e nós também – é um ato de coragem e matu­ridade. É reconhecer que o florescimento individual pode levar a caminhos sepa­rados e que isso não diminui o valor da jornada compartilhada.

Às vezes, crescemos na mesma direção, encontrando novas profundidades nas amizades. Outras vezes, devemos deixar ir, sabendo que o amor que compartilhamos continuará a nos moldar, mesmo à distância.

Resistir à mudança é resistir à vida. A es­tagnação é uma morte lenta, um abando­no da vibrante possibilidade de ser mais, de se tornar mais.

Celebrar as mudanças, aceitar as bifurcações e encontrar senti­do na transformação é o que nos faz viver plenamente. Permita-se mudar.

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Conteúdo publicado originalmente na Edição 269 da Vida Simples

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