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Por dias mais leves
Foto: Raquel Hammer/ Unsplash
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Neste artigo:

Mais leves? Como assim, Jack? Você não enxerga a complexidade do mundo? Sei que muitas pessoas podem reagir dessa maneira ao assunto desta nossa conversa. Justamente por isso, aproveito esse tempinho juntos aqui para contar como eu percebo e tento vivenciar a leveza no meu dia a dia.

Ser leve não é ser bobo, irresponsável ou indiferente. Ser leve é saber tirar os pesos desnecessários que nós mesmos colocamos em nossas caminhadas. Se colocamos, podemos tirar, certo? Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende?

Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores. Quer saber quais são eles? Te conto.

8 atitudes que roubam a leveza no dia a dia

1.Controle: porque quero tudo do meu jeito, no meu tempo. E ainda me iludo achando que posso evitar os imprevistos.

2.Senso de justiça: estou sempre indignada, carregando a régua do certo e do errado, como se o mundo tivesse que seguir meu manual pessoal.

3.Perfeccionismo: um ideal que me maltrata e me exige mais do que posso dar.

4.Mágoa: enquanto o outro segue a vida, eu fico carregando uma mala cheia de pedras que só me machucam.

5.Preocupação: minha mente fica viciada no que pode dar errado.

6.Busca por aprovação: porque dou muito poder ao externo e ao outro.

7.Expectativas: espero demais e me frustro sempre.

8.Drama: a vida já tem seus desafios, mas eu coloco uma lente de aumento e trans- formo em tragédia o que poderia ser só um contratempo. Assim percebo qual peso preciso remover naquele momento.

E você? O que tem pesado aí?

A verdade é que ser leve não significa ignorar responsabilidades ou viver à deriva. Significa entender que não preciso saber tudo, provar tudo, fazer tudo, controlar tudo.

Que posso confiar mais. Que a vida não é um boletim escolar no qual estou sendo avaliada. A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.

Ser leve também é parar de buscar informação o tempo todo. Às vezes, o mais libertador é simplesmente admitir: “Só sei que não sei.” Escolho a paz desse momento em vez da fome de informação. Sabe outra coisa que me devolve a leveza? Respeitar o meu ritmo. Porque não adianta tentar seguir o compasso do mundo e esquecer do meu.

A natureza não dá saltos; ela tem uma cadência. E nós também. Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.

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