8 conselhos para conquistar as pessoas usando o bom humor

  • Reinaldo Polito

Saber se comunicar de forma bem-humorada é praticamente uma arte. Essa qualidade tão natural para algumas pessoas pode ser desenvolvida por meio da prática.

 

Talvez não seja novidade para ninguém que saber usar o humor é uma qualidade admirável. É um atributo que pode proporcionar benefícios à vida de qualquer pessoa.

Quem domina os segredos do humor, de maneira geral, é bem-recebido em todas as rodas de conversa, já que estar junto daqueles que possuem alto astral é sempre um prazer.

A boa notícia é que qualquer um pode desenvolver o bom humor, até com certa facilidade. Basta estar atento a algumas orientações simples, ter vontade, dedicação e praticar bastante.

A observação é uma grande ferramenta

Assista às apresentações de humoristas e conferencistas de sucesso. Analise a maneira de andar, de gesticular, os movimentos fisionômicos, a inflexão da voz, a velocidade da fala e, acima de tudo, o timing de cada um.

Depois de observar, avaliar e estudar aqueles que sabem usar bem o humor, provavelmente terá aprendido que não deverá copiá-los, pois, assim como cada um possui seu estilo próprio, você também irá descobrir e aperfeiçoar o seu.

Conselhos para ser bem-humorado e conquistar as pessoas

O objetivo deste texto é mostrar de maneira descomplicada o que você poderá fazer para dominar essa arte. São apenas oito sugestões que o ajudarão bastante.

1. Use todos os recursos

O humor não se vale apenas de palavras. Há um conjunto de aspectos que precisam atuar de maneira harmoniosa e complementar. Quase sempre o humor é caricato, por isso, a entonação da voz, a pausa e a expressão corporal são fundamentais no processo.

2. Não caia na tentação da vulgaridade

Há situações em que as pessoas vão se envolvendo com as brincadeiras, e quem usa o humor corre o risco de não manter a vigilância. Cuidado com essa armadilha, pois poderá resvalar na vulgaridade. É preferível não ser tão engraçado e preservar uma boa imagem, a ultrapassar a linha do bom senso, provocar risos momentâneos, mas ser visto depois como pessoa inconveniente e até vulgar.

3. Cuidado com as velhas histórias

História boa é história inédita. Se, por acaso, tiver de narrar um fato que já perambulou pelas rodas de conversas, pelas mídias sociais, ou pelos palcos dos palestrantes, seja precavido, e dê a ele uma roupagem nova, atraente, que possa parecer novidade.

4. Dispense as histórias longas

Por mais interessante que possa ser uma história, se ela for longa, deve ser dispensada. Essas narrativas intermináveis são negativas para o humor. Parta do princípio de que quanto mais breve puder ser, melhor. Se, de todo modo, não resistir contar determinada história porque ela é boa demais, dedique-se a reduzi-la. Corte o que não for essencial e preserve apenas o que julgar muito importante para manter a graça e interessar às pessoas. Na verdade, toda história pode sofrer algum tipo de corte sem prejudicar sua compreensão. Assim, se consumir três ou quatro minutos para contar um caso, procure reduzir esse tempo pela metade. Meta a tesoura e corte sem dó.

6. Aja dentro do contexto

O humor pelo humor apenas, sem nenhuma contextualização com o que esteja sendo tratado na conversa, de maneira geral, é inadequado. Use a imaginação e procure fazer com que a história ou a tirada humorística pareça nascer sempre do momento vivenciado, fruto da sua presença de espírito. Essa rápida adaptação à circunstância provocará reação positiva dos ouvintes, e você será admirado por isso.

7. Pare na hora certa

Eu me lembro sempre de uma máxima da minha avó Joana: graça por graça, uma vez só basta. Leve sempre esse conselho como lema: nada de querer bancar o engraçadinho o tempo todo. Lembre-se de que o humor é apenas um dos ingredientes da boa conversa. Não se transforme em bobo da corte. Lance mão desse recurso, mas seja comedido para não ultrapassar a linha amarela da sensatez.

8. Prepare o plano B

Fique esperto. Nem sempre o humor dá resultado. Às vezes, temos a impressão de que a anedota funcionará bem em determinado ambiente, pois nos ensaios que fizemos pareceu perfeita. Em circunstância diferente, entretanto, descobrimos que o clima não foi favorável. Até mesmo por culpa nossa pela falta de timing apropriado. Uma boa saída para essas situações é fazer uma “autogozação”, dizendo, por exemplo, que essa foi muito ruim, que não teve mesmo muita graça. Quase sempre funciona.

VALE A PENA CONFERIR: O poder transformador da alegria

Ter o bom humor como hábito

Desenvolver a competência de comunicar com bom humor é um excelente recurso para ser usado em praticamente todos os ambientes.

Depois de algum tempo de prática, você passará a aproveitar os momentos para usar sua presença de espírito sem ter de fazer nenhum esforço para ser engraçado.

VEJA TAMBÉM: MAIS TEXTOS DE REINALDO POLITO

 


REINALDO POLITO é mestre em Ciências da Comunicação, palestrante, professor nos cursos de pós-graduação em Marketing Político e Gestão Corporativa na ECA-USP e autor de 34 livros que já venderam 1,5 milhão de exemplares em 39 países. Sua obra mais recente é “Os Segredos da Boa Comunicação no Mundo Corporativo”.

*Os textos de colunistas não refletem, necessariamente, a opinião de Vida Simples.


POSTS RELACIONADOS

EDIÇÃO DO MÊS

Edição 239, janeiro de 2022 COMPRAR

TAMBÉM QUERO COMENTAR

 

Campos obrigatórios*