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Dicas para ajudar o seu pet a lidar com a ansiedade de separação
Victor Grabarczyk
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Seus vizinhos reclamam de uivos, latidos ou miados quando você sai de casa? O pet costuma urinar ou defecar fora da caixa quando você não está presente? Bom, esse texto não serve como diagnóstico, mas os sinais mostram que isso pode estar relacionado à ansiedade de separação. O problema pode se tornar uma síndrome que se manifesta nos animais e provoca estresse, além de comportamentos ansiosos, quando ele está sozinho ou separado do dono. Embora isso seja comum, há diversas estratégias e tratamentos que podem ser utilizados.

Quais são os sintomas da ansiedade de separação nos animais?

Os sinais mais frequentes associados à ansiedade de separação, além dos citados no início do texto, estão a danificação de móveis ou portas, correr em círculos ou lamber obsessivamente uma região do corpo, o que pode gerar feridas ou perda de pelos. “Alguns podem se tornar apáticos, perder o interesse em atividades que antes gostavam ou mostrar sinais de tristeza quando estão sozinhos”, explica o médico veterinário Mauricio Tomaz.

Em um número significativos dos casos, a ansiedade de separação está ligada a fatores comportamentais entre a relação do dono com o animal. Priscila Rizelo, médica veterinária, explica que quando os pets não são acostumados à separação no momento em que são filhotes, há chances ainda maiores da síndrome se desenvolver. “Cães de temperamento naturalmente ansioso também podem manifestar comportamentos assim no geral, inclusive a ansiedade por separação”, acrescenta.

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Como evitar a ansiedade de separação nos animais?

Além de ter um olhar de compreensão e afeto com as necessidades do animal, é preciso também trabalhar limites na relação. Como citamos no parágrafo anterior, um dos caminhos fundamentais, orienta Priscila Rizelo, é trabalhar a socialização do animal ainda quando filhote.

“Como exemplo, oferecer algo especial antes da saída sempre que o tutor for deixar seu pet sozinho em casa por tempo prolongado”, destaca. Você pode utilizar um petisco, brinquedos ou outros atrativos. “É importante que ele receba este prêmio apenas quando fica sozinho em casa, do contrário deixará de ser especial“, complementa Priscila.

Além disso, o médico veterinário Mauricio Tomaz também destaca algumas dicas fundamentais que auxiliam o pet com a ansiedade de separação:

  • Comece aos poucos: Inicie deixando o pet sozinho por períodos curtos, como alguns minutos ou uma hora, e gradualmente aumente o tempo de ausência ao longo do tempo.
  • Crie um ambiente confortável: Certifique-se de que o espaço em que o pet ficará durante a ausência seja seguro e confortável.
  • Estabeleça uma rotina consistente: Desenvolva uma rotina antes de sair de casa que inclua atividades tranquilas, como um passeio, sessões de brincadeiras ou momentos de interação calma.
  • Evite despedidas dramáticas: Evite fazer despedidas prolongadas ou dramáticas, pois isso pode aumentar a ansiedade do pet.
  • Evite punições: Nunca puna o pet por comportamentos indesejados relacionados à ansiedade por separação, pois isso pode piorar a situação.

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Qual o papel do tutor?

A convivência entre os tutores e animais domésticos é uma relação, e por isso ela precisa ser saudável. Conhecer bem o pet, saber de seus comportamentos e estudar formas de lidar com suas questões emocionais é muito importante. Priscila Rizelo orienta que é importante não agitar o animal antes de sair de casa, realizar passeios, além de ignorar os comportamentos indesejados e reforçar os bons comportamentos do animal. “Sempre que houver a necessidade de mudança de domicílio, deve-se permitir que o pet explore a casa e se sinta seguro no novo ambiente”, afirma.

Outros mecanismos são definir limites e regras, como não permitir que o animal suba na cama ou em móveis, por exemplo. Além disso, o médico veterinário Mauricio Tomaz enfatiza que é essencial regular a alimentação, atividades interativas, passeios e descanso. “Uma rotina previsível o ajudará a se sentir seguro e confiante, reduzindo a dependência emocional”, conta.

Tratamento

É importante destacar que essas orientações são essenciais, mas não suficientes se o seu pet sofre de um quadro mais grave. Por isso, nestes casos, é importante buscar profissionais especializados no tema, como os entrevistados para esta matéria. O tratamento pode levar meses e envolve uma série de atividades ou medicamentos psicoativos.

Priscila Rizelo lembra que, nos casos de síndrome de ansiedade de separação, os animais não podem ser deixados sozinhos enquanto passam pelo processo de dessensibilização. Por isso, algumas alternativas são procurar creches ou petsitters.

Além disso, Mauricio Tomaz explica que outra alternativa é a terapia comportamental específica para ansiedade de separação. “Pode envolver a utilização de técnicas como reforço positivo, treinamento com recompensas, redirecionamento de comportamento e técnicas de relaxamento”, afirma. Algumas terapias complementares também podem ser adotadas, como aromaterapia ou terapia musical. Hoje, já existem alguns aromas para pets ou playlists musicais específicas para animais.

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