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Simplicidade não é simplismo
Foto: Ashley Batz Betm/ Unsplash
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Neste artigo:

Por que a gente complica as coisas? É um padrão recorrente: nós complicamos tudo e depois reclamamos que tudo é complicado. Temos a sensação de que a vida poderia ser tão mais simples, mas ainda assim, a complicamos.

Ocorre que nós confundimos complicação e complexidade, simplicidade e simplismo. Ninguém quer o simplismo – ele é superficial, enjoativo, tedioso, além de insuficiente. Nos deparamos o tempo todo com situações que pedem soluções, demandam raciocínio e deliberação. Nesse momento o simplismo não resolve nada, afinal. Mesmo na busca por prazeres, no entretenimento, os sabores, as melodias e os roteiros simplistas não nos satisfazem de verdade. O cérebro percebe que a vida é mais complexa do que isso.

A simplicidade resulta do empenho de se mergulhar na complexidade

Mas lidar com a complexidade é difícil. É preciso identificar as camadas de um problema, os entrelaçamentos dos fatores envolvidos, separar assuntos diferentes que se apresentam misturados, e assim desvendar a complexidade. O produto final são soluções que parecem simples. Sim, porque são facilmente compreendidas, de tanto que foram buriladas. Mas, por trás desse resultado, está o esforço gigantesco de mergulhar na complexidade e de lá emergir com a simplicidade.

Como não gostamos de gastar energia, contudo, o que mais acontece é, em vez de enfrentarmos a complexidade para torná-la simples, nós fugimos do simplismo criando complicação. Vejamos como isso acontece.

Complicar é acumular elementos desnecessários, tornando as coisas mais difíceis, não mais satisfatórias.

Tomemos o exemplo das relações. Todo relacionamento verdadeiro é complexo: são pessoas diferentes, com histórias, psiques e cérebros diferentes. É preciso tomar consciência dessa distância para poder negociar as aproximações, a convivência, o afeto.

Para descomplicar, foque no que é essencial

Feito isso, a relação torna-se simples. Mas dá trabalho. Os relacionamentos só são fáceis quando são simplistas: superficiais, vazios, sem promover encontros de alma. E se tornam complicados quando passamos a dar importância ao que é desnecessário: elementos que vão de relacionamentos anteriores e mágoas antigas a preferências políticas ou gastronômicas. São coisas que não refletem a nossa essência, apenas se embolam entre nós.

Encontramos satisfação ao identificar o essencial no meio da complexidade que nos cerca. Só que, para isso, é preciso investir tempo e reflexão.

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