Literatura e cinema de mãos dadas

  • Suzana Vidigal
  • FOTOGRAFIA: Divulgação | Netflix
O DISCURSO DO REI (The King’s Speech), de Tom Hooper, com Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter | Reino Unido, 2010 | drama, biografia, história | M12| 1h58 min | Amazon Prime, HBO, Google Play.

Tem gente que pensa que quando um filme é adaptado de um livro, ele será sempre inferior, mais fraco, menos interessante. Mas cada caso é um caso e  O Discurso do Rei . Livro e filme mostram que as obras se complementam, cada uma  na sua linguagem, mostrando pontos de vista diferentes.

O filme O Discurso do Rei ganhou diversos prêmios, mas não é baseado no livro. O roteiro já estava pronto e o elenco do filme escalado, antes do livro. Entretanto, antes das gravações, a produção do filme procura a família de Lionel Logue, o fonoaudiólogo contratado para tratar a gagueira do rei George VI. A ideia era saber mais sobre a relação entre os dois. Descobrem que o neto de Logue pesquisava sobre o avô e daí surge um material vasto para enriquecer tanto o roteiro do filme, quanto do livro.

Filme e livro são produzidos ao mesmo tempo em 2010, cada um trazendo um olhar sobre os mesmos personagens. Para os amantes das cotações de histórias, cinema e literatura são primos-irmãos e estão sempre caminhando lado a lado.


Suzana Vidigal  (@cinegarimpo) é tradutora, jornalista e cinéfila. Gosta de pensar que cada filme combina com um estado de espírito. Mas gosta ainda mais de compartilhar com as pessoas a experiência que cada filme desperta na mente e na alma. Autora do blog Cine Garimpo , traz, semanalmente, dicas de filmes para saborear e refletir.


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