Antonia mostra uma mulher na regência

  • Suzana Vidigal
  • FOTOGRAFIA: Divulgação | Netflix
ANTONIA – UMA SINFONIA (The Conductor), de Maria Peters, com Christianne de Bruijn, Benjamin Wainwright, Scott Turner Schofield | Holanda, Bélgica, 2018 | drama, biografia| M12 | 2h17min | Netflix

Se ainda hoje o mundo da regência é extremamente machista, imagine no começo do século 20. Antonia — Uma Sinfonia conta a história de Antonia Brico. A musicista nasceu na Holanda e migrou com seus pais adotivos para os Estados Unidos. Assim, em terras americanas ela perseguiu um objetivo: ser maestrina.

Para realizar o seu sonho, Antonia precisou lidar com a resistência — não só de músicos e dirigentes de conservatórios — mas também da sociedade. Entretanto, apesar da resistência Antonia trilha seu caminho pela música. Dessa forma,  é a primeira mulher a reger uma orquestra em Berlim. Assim, faz sucesso no  mundo todo e se torna uma referência feminina no campo da música.

O filme é baseado na história real de Antonia Brico (Christanne de Bruijn), a primeira mulher a conduzir uma grande orquestra. Ela ousou seguir seu sonho de se tornar uma maestrina, num tempo em que só existiam maestros. Sobretudo, os movimentos vigorosos exigidos para o oficio não ficava bem para uma mulher. Além disso, nenhum homem aceitaria ser regido por uma mulher.


Suzana Vidigal  (@cinegarimpo) é tradutora, jornalista e cinéfila. Gosta de pensar que cada filme combina com um estado de espírito. Mas gosta ainda mais de compartilhar com as pessoas a experiência que cada filme desperta na mente e na alma. Autora do blog Cine Garimpo , traz, semanalmente, dicas de filmes para saborear e refletir.

*Os textos de nossos colunistas são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião de Vida Simples.


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