Como organizar sua casa e viver só com o essencial

  • TEXTO Nara Siqueira
  • DATA: 30/03/2020

Selecionamos 06 métodos de organização para te ajudar a desapegar dos excessos e descobrir o que realmente é preciso ter em casa

 

Na sexta-feira passada, dia 27 de março, convidamos Clô Azevedo para uma bate-papo no nosso Instagram. Clô é arquiteta, diretora de arte, fundadora do projeto Design Afetivo e colunista de Vida Simples. Se você ainda não nos segue por lá, fica o convite. Toda semana, estamos trazendo convidados especiais que possam nos ajudar a passar por esse período mais turbulento de isolamento social. 

Agora que o lugar em que passamos todo o nosso tempo (ou grande parte dele, caso você ainda precise sair para trabalhar) é em casa, por que não aproveitar para encarar a bagunça, tanto interna quanto externa, e transformar esse espaço em um verdadeiro lar? “Nossa casa tem que ser vivida, ela não serve só para tomar banho e dormir”, diz Clô. Organizar as gavetas e limpar os armários é mais uma consequência de uma ressignificação interna, de acolhimento dos nossos sentimentos, do que um simples faxinar. Quando entendemos que não é porque algo nos trouxe felicidade no passado que continua nos fazendo bem e o deixamos ir, abrimos espaço para descobrir o que é verdadeiramente essencial na nossa vida. “O desapego tem a ver com estarmos prontos para passarmos para uma nova fase da vida”, afirma ela.

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A partir da nossa conversa, preparamos algumas sugestões de como você pode começar a repensar o que tem e o que realmente quer manter por perto. “Conheci essa compilação de métodos em um curso de mentoria em organização pessoal com a Gabriela Brasil. Acredito que é uma forma, inclusive, de olharmos para os diferentes caminhos possíveis e descobrirmos o que mais faz sentido para cada um”, relata a arquiteta. Importante lembrar que essa arrumação toda leva tempo: ao abrir uma caixa, podemos nos deparar com lembranças não tão prazerosas. Permita-se fazer isso com calma, no seu ritmo, respeitando suas emoções. Vamos lá?

Lista com 6 métodos de organização 

1) Método Marie Kondo

O intuito aqui é uma organização por categorias. Ao invés de se dedicar a um cômodo por vez, foque em uma família de objetos, como livros, roupas ou utensílios domésticos. Às vezes, a gente tem, por exemplo, diversas bolsas de água quente em casa e nem sabemos da existência de todas elas, porque fica uma na cozinha, outra na sala, outra no quarto… Enfim, ao separar as categorias, reflita se todos aqueles itens são realmente necessários ou se é hora de passar alguns para frente. 

2) Método Jogo dos Minimalistas

Essa técnica também pede que você separe seus pertences em categorias. A ideia é ir aumentando o número de desapegos com o passar do tempo. No dia 1, separe para doação ou venda um item. No segundo dia, 2 itens. Terceiro, três, e assim por diante. 

3) Método das 4 Caixas

Aqui, você vai escolher o ambiente que precisa desentralhar: o quarto, a cozinha, a sala. Pegue quatro caixas e destine uma para os pertences que serão jogados fora, outra para os que irão para doação, outra para os que você tentará consertar e a última para os que serão vendidos. O importante é cuidar para que as caixas tenham seu destino cumprido – não adianta separar um monte de objetos para doação e colocá-los de volta no armário, porque a bagunça vai se estabelecer mais uma vez. Doe assim que possível. 

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4) Método do Cabide Virado

Essa é uma técnica para aplicar no guarda-roupa. Separe todas as roupas da estação atual (no nosso caso, o outono), coloque-as em cabides e vire todos eles para o mesmo lado. Conforme for usando as peças, desvire o cabide. Tão logo entrarmos na estação seguinte, olhe para o seu armário e veja as que permaneceram intocáveis esse período todo. Talvez, esteja na hora de deixá-las ir… 

5) Método do 20/20

Esse método é indicado para objetos mais comuns do nosso cotidiano. Muitas vezes, a gente titubeia em se livrar de algo pelo medo de precisar dele e não tê-lo mais à disposição. Quando, na verdade, encontrar um semelhante no momento de necessidade pode ser bem mais simples do que pensamos. Pois bem, estabeleça um valor, como R$20,00. Ao se deparar com algum item dessa faixa de preço em casa, e sobre o qual esteja em dúvida se o coloca na caixa do desapego, pergunte a si mesmo: será que consigo encontrar algo assim, por vinte reais, a vinte minutos de casa? Se a resposta for sim, desentralhe. Caso defina como meta R$10,00, você deve ser capaz de encontrar um objeto parecido, que cumpre a mesma função, a 10 minutos de onde mora. Se for R$5,00, a cinco minutos de distância. E por aí vai…

6) Método da Falsa Mudança

A falsa mudança funcionar melhor quando realmente estamos mudando de casa, mas é possível fazê-la e seguir no mesmo ambiente. Em uma ou várias caixas, coloque aquilo que você não considera estritamente necessário. Sabe o que você usa pouco ou que nem se lembrava que tinha? Coloque essas caixas em um espaço longe do seu campo de visão. Se estiver indo para outra casa, peça para deixar no apartamento de um amigo, por exemplo. Caso contrário, deixe-as no quartinho da bagunça, em cima dos armários ou num cantinho que você não usa tanto. A ideia é, conforme a necessidade surgir, ir até esse pequeno estoque e resgatar o que você precisa.

Depois de um tempo, definido por você, pegue tudo o que não foi usado e passe para frente: dê a alguém que precisa, venda, faça bazar coletivo com as amigas. É um belo exercício para perceber que, no dia a dia, não usamos tantas coisas quanto imaginamos usar e que é, sim, possível viver com menos, bem menos.


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