Por uma beleza natural

  • TEXTO Débora Zanelato
  • FOTOGRAFIA Brooke Iark | Unsplash
  • DATA: 11/03/2019

Repensar o cuidado que temos conosco abre espaço para respeitar quem somos e para vivermos de forma mais harmônica com o planeta. Fernanda Cannalonga, do Beleza do Bem, fala sobre como nossos cuidados podem ser mais naturais

 

Resgatar nossa beleza real e, através das nossas escolhas, despertar para aquilo que somos de verdade. É no que acredita Fernanda Cannalonga, fundadora do Beleza do Bem e do Jornada Beleza do Bem, oficinas que levam essas ideias para mais gente. Fernanda publicou um livro gratuito em que ensina receitas para quem quer cuidar do corpo de forma natural.

 

Qual a proposta do movimento slow beauty?
É dar novo sentido à forma como nos relacionamos com a beleza e ao que ela representa. Não se trata de um conjunto de regras para seguir, mas sim a busca por escolhas conscientes. É desacelerar, é tirar o medo, é cuidar. E é também olhar para a saúde nesse processo.

O oposto desse movimento é o que muitos vivem hoje: compram sem pensar, escolhem produtos por influência externa, se olham no espelho e não encontram beleza, já que o corpo não se encaixa no padrão.

Essa beleza natural também impacta a saúde, o meio ambiente e os animais. É optar por produtos orgânicos, veganos, não testados em animais, caseiros ou feitos em pequenas produções locais. Não se trata apenas de benefícios pessoais.

Como isso pode nos ajudar a resgatar a nossa própria beleza?
Cada pessoa vai chegar a isso de uma forma. A mudança de produtos industrializados cheios de químicas para os mais naturais ajuda.

Os produtos naturais não mascaram, pelo contrário, ajudam a revelar o verdadeiro. E durante esse momento de cuidado você fica tão envolvido com o próprio corpo que começa a perceber o que antes não via, e finalmente enxerga a própria beleza.

Outra coisa é que isso passa a ser assunto de conversa entre amigos e há troca, suporte, ajuda.

Como são as receitas do seu livro?
Eu gosto de receitas simples, que podem ser feitas sem mistério e sem equipamento algum. Elas são boas para quem está começando porque dão confiança nesse primeiro contato com os óleos, os esfoliantes naturais, as texturas e aromas diferentes.

Parte das receitas é minha, coisas que fui testando e gostando, e que uso constantemente. Um exemplo é o esfoliante feito de sobras de sementes de maracujá, cuja ideia tive ao preparar um suco para mim.

Qual o maior benefício de pensarmos nessa beleza mais natural?
O que é mais encantador é a autonomia que adquirimos. Descobrimos que podemos fazer nossos produtos e, mesmo se formos comprar, aprendemos a escolher o que é bom para a nossa saúde e para o planeta – e ainda economizamos.

E também tem os ganhos que não são físicos, como a liberdade para ser quem a gente é, de dizer não aos padrões de beleza.


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