Como ser voluntário: conheça caminhos para começar

  • TEXTO Gisela Garcia
  • FOTOGRAFIA Joel Muniz/Unsplash
  • DATA: 03/12/2021

Esta é uma dúvida de muita gente que quer entrar para o voluntariado tem: como ser voluntário? Encontrar um local é mais simples do que se imagina.

Devia ter uns 8 anos quando perguntei para minha mãe o que era esse “trabalho voluntário” que ela fazia todos os sábados em um abrigo para crianças. Quando ela me explicou, imediatamente questionei: “Mas, mãe, então você vai lá trabalhar de graça?”. E até hoje lembro da sua resposta: “Não, o que eu recebo é muito mais valioso que dinheiro”.

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Na época ouvi, mas entendi isso apenas anos depois, já adulta. Isso aconteceu quando eu mesma fui fazer alguns trabalhos voluntários. O último, em plena pandemia, consistia em ligar e mandar mensagens para catadores de recicláveis para atualizar seus dados e cadastrá-los em uma lista da ONG Pimp My Carroça.

Foi na prática, a partir do contato com pessoas tão simples e em situação de vulnerabilidade, que entendi o que minha mãe queria dizer sobre receber algo que “vale mais do que dinheiro”.

Poucas – e boas – razões para fazer um trabalho voluntário

Segundo definição da Organização das Nações Unidas (ONU), voluntário é a pessoa que, por seu interesse pessoal e espírito cívico, dedica parte do seu tempo a diversas formas de atividades não remuneradas, organizadas ou não, de bem estar social ou de outros campos.

Para valorizar ações de voluntariado em todas as esferas da sociedade mundo afora, em 1985 a ONU instituiu o dia 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntariado.

Se a minha experiência não foi o suficiente para convencê-lo a doar seu tempo, tenho aqui alguns motivos para se tornar um voluntário.

  • Exerça a sua cidadania

São muitos os motivos para fazer um trabalho voluntário e dos principais é a oportunidade de exercer seu papel como cidadão, desempenhando um papel ativo na nossa sociedade. Assim, nada melhor do que doar seu tempo para causas sociais relevantes.

  • Faça o bem sem olhar a quem

Ser voluntário significa realizar tarefas que vão mudar a vida de alguém, provavelmente pessoas que você nem conhece. Se você tem nas mãos a possibilidade de fazer do mundo um lugar melhor, por que não?

  • Encontre uma causa para chamar de sua

Ajudar crianças carentes, ler para um idoso, cuidar de animais abandonados ou até mesmo do meio ambiente: são muitas as causas possíveis. O desafio é descobrir uma que você sinta prazer em defender. É incrível e vai dar um novo sentido à sua vida. O voluntariado pode mudar a forma como você encara as coisas.

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  • Aprenda algo novo

É provável que, como voluntário, você aprenda novas habilidades, como ajudar na construção de uma casa, por exemplo. E mesmo que você faça algo que já está acostumado a fazer, é muito provável que você lide com novas situações, diferentes pessoas e necessidades. Por isso, o trabalho voluntário é enriquecedor – tanto para quem faz quanto para quem é impactado por ele.

Por onde começar?

Não precisa ter dinheiro, basta ter disponibilidade de tempo e disposição para fazer sua parte para mudar o mundo. Aqui vão algumas sugestões para você começar a buscar o trabalho voluntário que mais se adequa a você.

Plataformas que conectam voluntários a quem precisa:

Existem muitas plataformas que realizam um trabalho sério e ajudam ligar as duas pontas da equação: quem quer ajuda e quem quer ajuda. Uma delas é a Atados. Também existe a Transforma Brasil e a Conecta Brasil.

Invista um pouco do seu tempo dando uma boa pesquisada e veja uma opção que se encaixe nas suas possibilidades.

Ser voluntário na doação de sangue, cabelo ou medula óssea:

Estamos falando até agora sobre “doar tempo”, mas também há outras formas de contribuir com o bem do próximo. Há diversos bancos de sangue que necessitam de doadores, especialmente se o seu tipo sanguíneo é raro. Procure em sua cidade onde doar.

Nacionalmente, há o banco de medula óssea, o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), onde é possível saber mais informações sobre como fazer parte do cadastro e ajudar a quem precisa.

Adicionalmente, é possível inclusive doar cabelo para instituições que confeccionam perucas para pessoas sofrem com a perda de cabelo devido a tratamentos de doenças, como o câncer. Dois exemplos são a Associação dos Amigos de Hospital de Clínicas, no Paraná, ou a Cabelegria, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em ambas é possível enviar as doações por correio.

 

 

 


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