Como falar de moda inclusiva?

  • TEXTO Redação Vida Simples
  • FOTOGRAFIA Judeus Samson | Unsplash
  • DATA: 30/05/2019

Hoje o que ganha destaque são as várias formas e estilos que se pode encontrar. Trio irá discutir o assunto em um dos painéis do Festival Path 2019

Quem nunca viu roupas deslumbrantes nas passarelas e se imaginou nelas, mas teve certeza que não se encaixavam no seu padrão? Isso acontece bastante no mundo da moda, não é mesmo? Esse universo sempre foi restrito à um padrão estético único, representado por homens e mulheres altos, com corpos esculturais e traços perfeitos. Esse tabu vem sendo desconstruído ao longo dos anos, abrangendo novas etnias, cores, idades e biotipos.

O tema será tópico de discussão na 7ª edição do Festival Path, maior festival de inovação e criatividade do país, que acontece em São Paulo. O painel “Como falar de moda inclusiva?”, será apresentado pela maquiadora Amanda Schon, o estilista Luiz Claudio Filho e a editora de beleza Paola Deodoro, no dia 1 de junho, às 11h45 no Hotel Tivoli Mofarrej.

É notável que, por tempos, a moda priorizou essa exclusividade e distância do que é comum, mas hoje o que ganha destaque são as várias formas e estilos que se pode encontrar nesse ramo. Cada vez mais vemos campanhas e editoriais representados por pessoas fora dos antigos moldes, como a marca de lingeries LIEBE, ao lançar a coleção “Nude Para Todas” com modelos de diferentes estilos. Para contemplar todas as mulheres, as peças foram criadas em uma cartela de cores com diversos tons de pele.

Paola Deodoro, editora de beleza responsável pelo Beauty Tudo, da Revista Marie Claire, falará sobre a importância de se ver mais do que o óbvio inserido nas campanhas atuais. “A principal questão sobre diversidade em lugares de referência é a necessidade de identificação, de se sentir parte do contexto e do produto que você deseja consumir”. Paola é a primeira mulher negra a ocupar altos cargos em revistas de grande circulação e nos mostra que essa inclusão faz diferença não apenas para o mercado, mas principalmente para público consumidor. “A sociedade se sente representada como um todo nas campanhas e peças de divulgação, reafirmando a diversidade como um cenário natural, verdadeiro, e não excludente como foi ao longo de tantos anos. E mais: amplia o olhar do público, permitindo que use suas próprias referências para criar sua própria imagem sobre o que é belo”, completa.

O estilista Luiz Cláudio Filho, à frente da marca mineira Apartamento 03, sentiu grande mudança nos seus 10 anos de experiência neste seguimento. “Hoje estamos realmente mudando esse cenário, mas quando comecei era quase nulo ver pessoas que parecessem com minha imagem”, conta. Ele ressalta a importância dessa desconstrução para que a sociedade se sinta parte desse universo. “É preciso desconstruir o que o sistema criou como racismo estrutural. Precisamos acelerar a inclusão e o desenvolvimento de talentos por educação, sempre barrada aos negros e consequentemente pobres”, conclui.

Contando também com a presença da maquiadora Amanda Schon, grande defensora dos direitos humanos, o painel mostrará a importância de colocar a inclusão e diversidade in voga para o desenvolvimento social.

Como falar de moda inclusiva?
1 de junho
11h45 às 12h45
Hotel Tivoli Mofarrej, Sala Bela Vista

 


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