O curso da minha vida: O Processo Criativo

  • TEXTO Nara Siqueira
  • FOTOGRAFIA Kelly Sikkema | Unsplash
  • DATA: 16/08/2019

 

Nesta série, leitores de Vida Simples compartilham seus maiores aprendizados dentro (e fora) da sala de aula. Aqui, Heloisa Rocha fala sobre a transformação que um curso de criatividade trouxe


Por mais de vinte anos, Heloisa Rocha trabalhou em agências de publicidade em Brasília. Até que um curso trouxe a grande reviravolta – não só no quesito profissional, mas também na forma como enxerga si mesma e a vida. Atualmente, Heloisa está à frente do Co-piloto, um coworking e espaço de capacitação que propõe reflexões sobre economia criativa e as transformações vividas a partir dessa nova forma de pensar e fazer negócios. Mais recentemente, foi apresentada às artes manuais e não deu nem tempo de pensar: paixão à primeira agulhada. Agora, se dedica também às aulas de crochê e bordado. 

Qual o curso da sua vida, aquele que mais te marcou?
O Processo Criativo, do Charles Watson. Foi um divisor de águas na minha vida.

Por que?
Porque descobri que a criatividade não é propriedade de um grupo exclusivo de pessoas que nasceu com ela. Não é inata, restrita aos artistas ou ditos criativos. É para todos e para as mais diversas áreas da nossa vida. As agências de publicidade, normalmente, têm um departamento exclusivo de criação. Então, a gente se sente distante desse lugar da experimentação. O curso despertou esse olhar para as minhas habilidades e para a possibilidade de desenvolvê-las. Foi um marco entre uma Heloisa funcionária e uma Heloisa empreendedora, em todos os sentidos dessa palavra – não só no que se refere a criar uma empresa, mas no que toca o colocar a mão na massa, buscar, testar, arriscar.


Em que momento de vida você estava quando começou a fazê-lo?
Acho que o ponto principal era a insatisfação no trabalho e com a minha profissão. Sou formada em publicidade e estava trabalhando em agência, mas aquilo já não conversava mais comigo. Só que, pensando no que eu poderia fazer para além desse espaço, eu fiquei perdida. Nada parecia ser viável. Não sabia no que eu era boa, entende? Isso me deixou muito triste, incomodada mesmo.  


Pensando em você e na sua relação com a vida, o que mudou depois do curso?
A principal mudança foi minha coragem de ir atrás do que eu realmente queria. Comecei a buscar entender o porquê eu estava tão confusa e sem um norte. Essa sensação de não saber para onde ir é péssima. O curso trouxe esse impulso.  

 

Para quem você o indica?
Para todo mundo. Tem muita gente que, hoje, está nesse lugar em que eu estava, de achar que não é capaz de fazer outra coisa que não aquilo que já faz. Depois do curso, eu comecei a conversar sobre isso com as pessoas. Não tem nada a ver com autoajuda, não é sobre isso, mas é muito importante olhar para aquilo que causa incômodo. Sabemos quando algo não vai bem, e é possível mudar. Todo mundo é bom em alguma coisa. A grande questão é descobrir a força que mora dentro da gente. 

 

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Para saber mais
O Processo Criativo:
https://www.dynamicencounters.com.br/o-processo-criativo


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