Agreste agridoce

  • TEXTO Ana Holanda
  • DATA: 10/02/2020

Um olhar generoso e igualmente doce sobre a realidade de quem vive nessa região

 

Em março do ano passado, Marcelo Oséas decidiu mergulhar em suas raízes pernambucanas. Fotógrafo, nascido em São Paulo, ele é filho e neto de pernambucana (por parte de mãe) e passou a infância ouvindo sobre as festas e a maneira de viver simples, mas alegre, das pessoas que habitam o agreste nordestino. Mais do que retomar o fio da própria história, ele acreditava que dessa maneira conseguiria encontrar um novo olhar, menos óbvio e mais inesperado, para seu trabalho.

ASSINE A VIDA SIMPLES

E assim aconteceu. Durante algumas semanas, Marcelo percorreu a região de Panelas, em Pernambuco. “Queria conhecer as celebrações, as festas e o jeito de ser e de pensar daquelas pessoas”, conta. “Os festejos são momentos importantes para eles. É uma gente que se orgulha da sua origem”, diz.

Marcelo registrou, assim, a procissão de São José, em homenagem ao santo. “Nessa ocasião, muitos homens se vestem de bacamarteiros, numa clara referência ao cangaço.” Outra comemoração registrada por ele foi a Festa de Jerico, cujas imagens ilustram esta página, para valorizar o jegue, um animal essencial para eles. “Enxerguei um país mais complexo depois da viagem. Acho que me tornei até mais brasileiro, porque passei a admirar a minha própria história”, revela Marcelo.


POSTS RELACIONADOS

EDIÇÃO DO MÊS

Edição 218, abril de 2020 ASSINAR
COMPRAR A EDIÇÃO

NESTA EDIÇÃO

Como lidar com as incertezas: É possível cultivar um balanço interno para enfrentar as dificuldades do caminho com mais serenidade e confiança.



TAMBÉM QUERO COMENTAR

 

Campos obrigatórios*