O que aprendi ao correr | Ouvindo Vida Simples

Neste episódio, Horácio Coutinho faz a leitura do texto “O que aprendi ao correr”, de Carolina Barboza.

A motocicleta do meu pai foi meu primeiro par de asas. Corríamos para a estrada para experimentar uma das sensações mais gostosas de liberdade: o vento batendo fresco no rosto, enquanto andávamos de Harley-Davidson, às vezes sem destino definido.

Juntos, experimentamos boas aventuras percorrendo cidades vizinhas – e próximas da nossa casa, no interior de São Paulo – para explorar bistrôs, cafés, lojas de antiguidades ou qualquer destino que rendesse algumas horas de estrada. Eram viagens que nos proporcionavam fotos (que eu clicava de cima da garupa, enquanto ele pilotava) e muitas histórias para contar: das pessoas que conhecíamos, sons, cheiros, paisagens e vivências (lembro-me da chuva alfinetando gelada, em nós, num dia em que o tempo subitamente mudou e estávamos desprovidos de capa ou qualquer tipo de proteção, mas mesmo assim seguimos viagem). Se preferir, pode ler o texto aqui.


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