De quantas peças é feito o seu quebra-cabeça?

  • TEXTOS Helena Mansur
  • FOTOGRAFIA Ryoji Iwata | Unsplash
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Uma diversão aprendida na minha infância me fez criar várias analogias com momentos da vida.

Montar um quebra-cabeça é uma arte. Primeiro separar as peças e agrupar de acordo com alguma semelhança…

É preciso sabedoria para ver quando você (peça) não faz mais parte daquele quadrante. Que suas bordas não se encaixam mais com as do entorno. Mas cuidado para não se tornar a peça da borda. Ou será que nos tornamos essa peça quando morremos?

E na brincadeira o pensamento voa. Seria o ócio criativo? A diferença entre a vida e o quebra-cabeça é que no segundo a caixa informa o número exato de peças e encaixes. Já na vida, não sabemos quantas peças, quantos encaixes… Parecidos, diferentes, exatos.

Somos peças mutantes. Parafraseando Vinicius de Moraes, “a vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida”.


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