Astrologia pra quê?

  • TEXTO Marcela Bustamante
  • DATA: 22/06/2020

Qualquer ferramenta que ofereça mais consciência é deliberadamente para quem quer a liberdade — para eles, os corajosos!

 

Certa vez, conversando sobre astrologia com um grupo de amigos, alguém levantou uma interrogação: “Isso tudo é legal, saber sobre nosso mapa astral, etc. Mas como isso pode ser usado na vida, qual a importância desse conhecimento no dia a dia?”.

Aquela pergunta me trouxe estranheza. Por dias seguidos fiquei pensando naquilo. A astrologia foi a minha primeira ferramenta no caminho do autoconhecimento, ela invadiu minha vida de forma sutil, mas muito transformadora e naquele momento foi difícil explicar algo que para mim era meio que óbvio.

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Eu cresci incomodada com o mundo, desde nova eu sentia que tinha algo ali a ser descoberto. A vida que me apresentavam não me satisfazia. Eu sempre procurei pelo autoconhecimento sem nem mesmo saber o que isso significava. E a astrologia me trouxe um certo conforto.

Escolha seu caminho

A astrologia é um caminho repleto de direções, ao contrário do que muitos acreditam, ela não nos limita! Ela vem nos dizer que os caminhos são muitos, que as potencialidades são inúmeras e que os desafios são engrandecedores. No nosso mapa astral somos protagonistas, jamais vítimas do destino. Mas para acessar tudo isso precisamos estar prontos!

Para o autoconhecimento precisamos estar a postos. Uma vez que se decide, o caminho de volta já não existe mais. É chegado o momento da autorresponsabilidade. É assim que a astrologia encontra espaço na sua rotina, e onde ela ganha a devida importância.

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Você não será mais o que os outros dizem, o que sua família quer que você seja. Não é mais o seu trabalho. Não é mais seu passado e tudo o que aconteceu. Você não é mais a vítima.

Então, quem é você agora?

Costumo dizer que a astrologia é o nosso manual de instrução. Sabe aquele aparelho eletrônico novinho que ninguém sabe como usá-lo? A primeira coisa a se fazer logo após a compra é ler o manual com calma para descobrir a melhor forma de manusear o novo objeto.

A mesma coisa serve para nós. Nosso mapa astral é um manual de instrução – não tão objetivo e cartesiano como de um aparelho, mas cheio de nuances, interpretações e recados. Cada um de nós tem um manual único! É uma forma de compreendermos como funcionamos.

A astrologia nos apresenta nossos desafios, por exemplo. E a partir desse momento – de consciência – você é responsável por eles. Por outro lado, temos também acesso às nossas qualidades e potencialidades.

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E se por acaso você entender que a sua maior potencialidade não é aquela que seus pais querem que seja? Que os assuntos que te trazem alegria não é o que o seu parceiro espera? Que você tem desafios na área de relacionamentos e por isso precisa desenvolver algumas virtudes para resolver essa questão?

Isso tudo mexe com nosso ego. Com aquilo que acreditamos ser. Uma frase da escritora Elizabeth Gilbert, autora do livro Comer, Rezar e Amar, que adoro, diz mais ou menos assim: “Eu nunca vi transformação que não começou com a pessoa em questão finalmente enjoada de suas próprias besteiras”.

Qual protagonista é você?

É isso! O autoconhecimento começa a fazer sentido neste momento. Quando o protagonista cansa de fingir ser coadjuvante e toma as rédeas da própria história. Por vezes, isso demora a acontecer, já que precisamos entender que somos os responsáveis por todas as besteiras feitas. O ego não aceita facilmente essa ideia.

É preciso coragem para assumir essa “falha”. De duas, uma! Ou você acolhe a realidade, começa a investigar porque certas coisas acontecem e reivindica o seu verdadeiro lugar na trama, ou você aceita a vida como ela é e continua com uma realidade que não é a sua, sem lugar de fala e nem de pertencimento. Aí está o livre-arbítrio!

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A astrologia é para os corajosos. Na verdade, qualquer ferramenta que ofereça mais consciência é deliberadamente para quem quer a liberdade — para eles, os corajosos!

 


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