A importância do repertório

Para ser criativo, autêntico e sair do lugar comum

 

Entre tantos acontecimentos importantes, parece até que a vida é feita de grandes momentos. Mas é, na verdade, nos pequenos instantes que a vida se faz. 

Eu acredito que a sabedoria vem de cada experiência e de cada olhar que trazemos para ela. Por isso, sempre busquei ter um entendimento integral sobre o mundo, buscando diferentes pontos de vista em cada assunto. O meu olhar curioso e não óbvio é o melhor hábito que eu poderia ter me apropriado.

Diante dos muitos movimentos que impulsionam a criatividade e a autenticidade, eu acredito muito no poder do repertório como diferencial competitivo.

Construir um bom repertório é essencial para lapidar o nosso olhar, nos tornar uma pessoa mais plural, mais criativa e com mais ideias inovadoras. Cada um tem o seu próprio caminho e individualidade para buscar referências e aumentar repertório. Normalmente, as pessoas que têm mais facilidade neste processo são as mais ousadas na forma de olhar para o mundo. 

Olhar para o mundo 

Meu hábito de viajar sempre foi uma ferramenta poderosa para renovação de repertório. Para mim, viajar representa quebrar o comodismo, estimular a energia, se perder, se encontrar e se redescobrir. 

Mais do que isso, viajar serve como autoanálise, para ver as belezas do mundo e as realidades encobertas, é um ótimo exercício de respeitar as diferenças, ter novas ideias e experiências que servem como uma fonte inesgotável de saber. 

E, neste período de isolamento, precisei encontrar outros caminhos e me reinventar na forma de consumir conteúdo e inspiração.

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A quarentena me possibilitou ficar grudada com a minha sobrinha, Isabella, de 2 anos. E a convivência diária com ela contribuiu muito neste momento onde eu revisito o meu olhar não óbvio e criativo. A Isabella, como é a natureza das crianças, chegou à vida com curiosidade, é extremamente criativa e totalmente espontânea, enxerga possibilidades em absolutamente tudo e se encanta nos pequenos detalhes, sem prejulgamentos. 

Brincar com ela todos os dias me trouxe uma lição importante: a pressão social da vida adulta limita a curiosidade pura que as crianças trazem consigo. Adaptar os nossos hábitos e entender que podemos ter curiosidades genuínas em qualquer lugar pode ser o pontapé inicial para reparar em todos os detalhes com mais interesse. Desta forma, conseguimos nutrir nossa curiosidade e nosso repertório a qualquer momento.

E reforço a opinião que não é preciso sair de casa para entrar em um processo de transformação baseado no interesse pelo novo, pelo outro, pelo muito e também pelo pouco. O tal olhar do viajante pode ser exercitado em qualquer lugar. 

Recomendo também que você vivencie experiências novas, saia da rotina, perceba que o mundo tem muitas possibilidades. Converse, intencionalmente, com pessoas que não concordam com você. Incorpore a pluralidade no seu dia a dia, conheça outros pontos de vista, pratique a tolerância e a empatia. Além de contribuir para ampliar repertório, engrandece nosso lado humano.

Já pensou em se enxergar como uma tela em branco? Pense em desconstruir o que você considera como o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é ruim, se despir de formatos e modelos dominantes. Assim você será mais autêntico e criativo nas suas escolhas.

Finalizo este artigo recomendando dois livros que também contribuíram no despertar do meu olhar curioso durante este período desafiador: “Originais” de Adam Grant e “Roube como um artista”de Austin Kleon.

Agora te convido a pensar comigo: como está o seu repertório agora?

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