O mestre mandou? 

  • TEXTO Nara Siqueira
  • FOTOGRAFIA Markus Spiske | Unsplash
  • DATA: 02/10/2019

Liderança nada tem a ver com cargo, mas com comportamento: é preciso desenvolver um olhar mais acolhedor para as pessoas. Programação da Rede Manual trará um bate-papo sobre o tema

Flexibilidade de horário, possibilidade de trabalhar de casa e automatização dos processos são algumas das características que evidenciam que as dinâmicas de trabalho estão mudando. A adoção de políticas de inclusão social e conscientização ambiental, das pequenas marcas às grandes empresas, também apontam para um futuro diferente.

Com todas essas transformações, surge a necessidade de repensarmos nossos papéis enquanto trabalhadores, quer sejamos funcionários, empresários ou autônomos. “Gosto de dizer que cargos são efêmeros”, diz Eugenio Mussak, médico, professor e palestrante. “A grande questão está na postura. É preciso ter atitude de liderança independentemente da posição que você ocupa”. 

Agustina Comas, estilista e fundadora da Comas, marca de moda sustentável, define a empatia como um pilar essencial para a adoção dessa perspectiva e um bom relacionamento com a equipe. “Toda pessoa tem uma bagagem e isso precisa ser valorizado. A gente tem que confiar mais uns nos outros se quisermos criar uma conexão verdadeira, que funcione. Se eu deleguei algo para alguém, tenho que acreditar que ele vai fazer da melhor forma dentro de suas condições”.

Essa visão a respeito de liderança privilegia pessoas a metas rígidas. A estilista divide que, na sede da marca, conta com um time fixo de três funcionários – o restante está espalhado pelo mundo. Por isso, é essencial que haja o exercício de entender que, uma vez que todos estejam caminhando em direção ao mesmo objetivo, tudo bem ter métodos e rotinas de trabalho diferentes. 

“Por vezes, acontece de alguém da minha equipe ser tecnicamente melhor que eu em uma determinada tarefa e me sugerir uma outra forma de execução. E acho isso incrível, porque também aprendo com ele”, conta Agustina. “O que define um líder não é saber e controlar tudo. Acredito que funciona como um maestro: é preciso manter o ritmo e conduzir as pessoas em um processo. No meu caso, criativo. Sempre lembrando de valorizar as potencialidades”. 

Por outro lado, Eugenio alerta que quem assume essa postura precisa estar ciente de que, muitas vezes, seu papel será o de mediar expectativas. “A empresa, um setor, a sociedade… Todos esperam algo de quem está no lugar de condução”.

Escutar os anseios, organizando-os para a criação de um ambiente colaborativo, desenvolve o sentimento de pertença, permitindo que as pessoas se engajem por um destino comum, mesmo que, individualmente, pensem diferente. “Esse é o desafio. Mantê-las animadas e comprometidas”, conclui a estilista. 

Agustina Comas e Eugenio Mussak, juntos com Thiago Arruda, professor de meditação, participarão de uma conversa sobre a construção de uma liderança consciente, mediada por Roberta Tilkian, sócia-fundadora da Umas. O encontro será no dia 06 de outubro, às 15h30. 

O bate-papo faz parte de um pilar da programação do Mercado Manual, o Conversa Manual, que, nesta edição, será realizado em parceria com a Vida Simples, sob curadoria de Carmen Marie. A entrada é gratuita e sujeita à lotação.

 

A construção de uma liderança consciente
Manual na Ema
Data: 6 de outubro
Horário: às 16h30
Local: Fundação Ema Klabin (Rua Portugal, 43 – Jardim Europa – SP)
Investimento: entrada gratuita sujeita à lotação
Mais informações: http://redemanual.com.br/manual-na-ema-klabin

 


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