Viver com menos

  • Clô Azevedo

Ter menos coisas requer coragem e perseverança, lembre-se que você está tentando fazer algo que não é a norma

 

Quando se resolve viver com menos, o grande problema que a maioria das pessoas se deparam é a transição para essa vida mais enxuta. Costumo dizer que 10% do conceito equivale ao espaço, porém 90% equivale a atitude das pessoas em relação a essa diminuição. Acredito que temos necessidades diferentes para cada momento de nossa vida, e nossos ambientes podem e devem acompanhar esses movimentos de mudança a fim de contribuir para a busca de nossos objetivos.

Diminuir é um processo trabalhoso que não acontece do dia para noite. Ele precisa começar bem antes de você querer se estabelecer em uma vida mais minimalista. Portanto se preparar para esta transição é essencial. Mas por onde começar?

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Livrar-se de tudo que não faz mais sentido ao seu propósito pode ser um bom ponto de partida. Claro que não conseguimos nos livrar de tudo de uma hora para outra, mas pense que para se viver 50% menor, você terá de se livrar pelo menos de 50% de suas coisas.

Porém o objetivo aqui, não é sacrificar as coisas que te dão prazer, mas sim observar que a transição ditará o que é realmente importante manter. Não há sentido em sabotar sua vida, bem como seus espaços permanecendo com as mesmas coisas. Entenda que esta transformação não está tirando algo de você, mas inversamente dando algo para você, significa se livrar das coisas que desviam sua atenção em relação ao seu objetivo. Lembre-se que algumas coisas precisam sair porque estão ocupando o lugar de outras, e isso faz uma grande diferença quando estamos determinados nesta transição.

Ter menos coisas requer coragem

Minimizar nossa casa, nos faz entender o que sentimos por ela em relação ao nosso desejo de viver com menos, além de otimizar o número de itens acumulados a fim de melhorar nossa qualidade de vida trazendo mais liberdade, e vivendo de maneira significativa. Não precisamos ficar achando mais espaço para nossos pertences, precisamos de menos coisas competindo pela nossa atenção. E é bem provável que este acúmulo excessivo de coisas esteja afastando você de sua transição com o propósito de viver com menos.

Como e por que precisamos fazer isso, só dependerá de nós mesmos e da intenção de vida que queremos levar. Todos temos objetivos semelhantes em relação aos nossos espaços. Queremos um lugar que exija menos tempo, dinheiro e estresse para ser mantido, portanto prepare-se! Caminhar nesta direção pode não ser muito fácil, talvez você se sinta desencorajado e com vontade de desistir, porém lembrar dos motivos que te levaram a se permitir  ter essa experiência de viver com menos será mais importante neste processo.

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Ter menos coisas requer coragem e perseverança, lembre-se que você está tentando fazer algo que não é a norma. Siga seu coração e permita-se a trabalhar nesta transição injetando propósito e potencial com a intenção de viver com menos. Mesmo acompanhado de escolhas difíceis, o desenvolvimento dessa nova habilidade de minimizar se transforma em uma ferramenta que te ajudará a ganhar mais consciência e percepção do que é realmente necessário para se viver.

Reduzimos a casa para ampliar nossos horizontes.

 

Clô Azevedo é arquiteta e acredita que a casa é uma extensão das vidas que a habitam. Desenvolve projetos de design de interiores afetivos para conectar pessoas com suas histórias, inspirando a reinventar seu próprio espaço, morar bem e viver melhor. Seu site é designafetivo.com.

 

*Os textos de nossos colunistas são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião de Vida Simples.


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