Por que algumas pessoas não conseguem mudar?

  • Ana Paula Puga

Conheça quatro perfis de pessoas que continuarão sofrendo nessa crise da pandemia; os inflexíveis, ingênuos, negativos e os perfeccionistas

 

Quero te fazer uma pergunta: por que será que algumas pessoas, às vezes, parecem se adaptar mais rapidamente do que outras? Por que será que algumas resistem frente às mudanças? Por que algumas pessoas têm tanta dificuldade com o novo, com o diferente enquanto outras não? Todo esse tempo atendendo pessoas em meu consultório, atendendo equipes e gestores em minha consultoria, pude observa-las e fui concluindo que pessoas, equipes, gestores, famílias, casais, podem apresentar quatro perfis diferentes, que eu chamo de “perfil do resistente”.

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Perfil do resistente

Os quatro perfis dos resistentes, acima de tudo, são pessoas que têm dificuldades para fazer ou aceitar mudanças:

  • Os inflexíveis
  • Os ingênuos
  • Os negativos
  • Os perfeccionistas

Como cada um desses perfis age?

  • O inflexível permanece rígido na sua forma de pensamento e então não se mobiliza para novas ações
  • O ingênuo permanece confiando demais que no fundo tudo vai dar certo sem ele precisar mudar
  • O negativo está sempre desconfiando e incrédulo, então não se arrisca a mudar
  • O perfeccionista adia e posterga suas ações e tomadas de decisão e se apega a detalhes secundários

É preciso transformar essas formas de pensamento! Trans – Formar, portanto mudar a forma.

Mudar a forma de pensar

Mudando a forma de pensar mudam as formas de sentir e também a forma de agir, de atuar. Logo, podemos esperar melhores (ou no mínimo diferentes) resultados em suas realizações e relacionamentos.

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Veja o cenário atual: quarentena, ordem de distanciamento e de isolamento sociais, empresas com suas fábricas fechadas, escritórios vazios. Para uns redução da jornada de trabalho, para outros home-office. Trabalhos remotos, reuniões via chat, atendimentos via plataformas, vendas on-line, entregas exclusivamente delivery. Tudo isso sem data para terminar. Lá se vão dois meses nesse cenário e ainda há muita gente estagnada, resistente, estanque.

Como, em tese, está cada perfil do resistente?

O inflexível resiste em usar a tecnologia, em montar seu escritório num cômodo da casa, em adaptar sua demanda de trabalho a sua nova jornada. “Sou comercial, meu negócio é estar na rua, desse jeito não rola.”

O ingênuo não se deu conta de que a nova era do trabalho chegou, que esta não se trata de uma situação adversa passageira. “O povo não vai aguentar muito tempo em casa, já já isso acaba, por enquanto vou esperar.”.

O negativo acha que a comida vai acabar, que o dinheiro  – seu e do seu cliente – vai acabar, que vai morrer muita gente, que esse ano está perdido, e que por essas e outras tem muita gente fazendo esforço à toa.

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O perfeccionista até tenta, mas para quando compara seus resultados atuais com os resultados que tinha antes da pandemia. Nada é bom o suficiente: o espaço de trabalho não é o ideal, ela não consegue estabelecer a rotina perfeita da casa, não consegue entregar resultados tão bons quanto entregava antes. O perfeccionista vive na busca do ideal.

Mas, calma. É possível se livrar do perfeccionismo, do negativismo, da ingenuidade e da inflexibilidade, desses perfis que te fazem resistir as mudanças. Como? Simplesmente faça!

Comece agindo pelas mudanças

A princípio, mude algo simples para começar. Simplifique. Olhe e foque uma pequena parte de um todo que precisa mudar. Qual dos perfis é o seu? Precisa ser mais flexível, consciente, otimista ou realista? O menos é mais.

Primeiramente, tente experimente algo novo, diferente dessas que faz, as quais está apegado e que te impedem de mudar, de se transformar. “E se eu errar?” Se errar. ok. Você precisa se dar liberdade para errar e também para acertar. Isso é ser humano!

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De fato, fazendo pequenas mudanças diárias você passa a perceber um mundo de possibilidades, e logo se perceberá acertando. E acertando você perceberá que isso é bom, que mudar é bom. Se continuar assim, com esse seu perfil, como estará daqui um ou dois anos? Qual pequena mudança na sua vida você poderia começar hoje?

 

Ana Paula Puga é psicóloga, autora de dois livros, educadora parental, coach e conselheira positiva. Também é casada e mãe de três crianças. Seu Instagram é @ana_paula_puga

 

*Os textos de nossos colunistas são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião de Vida Simples.


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