Mulheres são como a Lua

  • Kareemi
  • FOTOGRAFIA: Drew Tilk | Unsplash

Todas as vezes em que ouvi durante minha adolescência e juventude que  “mulheres são como a lua”, foi no sentido pejorativo, já que essa comparação sempre era feita quando eu, ou alguma outra mulher, mudávamos de opinião, humor, vontades… Parecia que isso não era certo, e que essa mudança repentina de pensamento, cabia somente a nós, mulheres.

Mas a vida me conduziu por caminhos inusitados e por volta dos trinta anos eu precisei me aprofundar em estudos sobre o feminino, ancestralidade, antropologia, e mistérios que envolvem nossa natureza cíclica, corpo e o Sagrado que nos habita. 

Mergulhei em conhecimentos repassados pelas chamadas “abuelas andinas”, benzedeiras, curandeiras e todo tipo de nomenclaturas que se possa dar às mulheres que dedicam suas vidas em manter tradições e conhecimentos sobre o feminino, e que o patriarcado extinguiu há séculos. Precisei também, ao longo dos anos, desenvolver os meus estudos e linha de trabalho considerando que hoje precisamos readaptar muita coisa para transferir ao nosso estilo de vida e sistema no qual vivemos.

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E foi nessa jornada toda que eu compreendi a verdade e a beleza de realmente sermos como a lua!

A influência da lua e as características de cada uma de suas fases eram grandes indicadores para as civilizações antigas e especialmente para as fases cíclicas/biológicas da mulher. Sabemos que ela rege a força e intensidade das marés, indica quando plantar e colher determinados alimentos, e fala até sobre o melhor momento para engravidarmos e parirmos. Mas naqueles tempos esses conhecimentos eram a verdade única. E as mulheres tinham seu ciclo menstrual e fases dele absolutamente influenciados pela energia lunar. Menstruavam na lua nova, marcando assim um novo ciclo se abrindo em todos os sentidos.

Com um pouco desses conhecimentos e autoconhecimento, podemos resgatar essa conexão e usufruir das potencialidades de cada uma de nossas fases, e das fases da lua que agem diretamente em nossos comportamentos. E isso não tem nada de ruim ou prejudicial no sentido social no qual estamos hoje. 

Muito pelo contrário: compreender que somos como a lua, que temos quatro fases no ciclo menstrual que correspondem às fases lunares, e entendermos as características físicas e comportamentais dessas quatro mulheres que somos ao longo de um ciclo menstrual, é muito poderoso. É basicamente possuir um mapa comportamental que nos dá direções para desfrutarmos da vida com mais harmonia.

Conhecer o próprio ciclo menstrual numa era onde boa parte das mulheres já não cicla devido aos hormônios contraceptivos é a verdadeira conexão com nossa natureza, essência, intuição e ancestralidade que desperta toda potência do nosso Sagrado.

Se você está em busca de trabalhar sua energia feminina, comece por conhecer seu ciclo, libertar-se dos hormônios e compreender a sincronia disso tudo com a lua. Reconhecer essa força natural que nos rege é o início da maior revolução que podemos viver internamente. E é também o maior passo de consciência feminista coletiva que podemos oferecer a todo feminino que habita o nosso planeta.

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Kareemi é criadora da Ginecologia Emocional, autora do livro Viva Com Leveza (Gente) e palestrante motivacional. Nesta coluna, quinzenalmente, trará reflexões sobre os comportamentos, emoções, corpo e alma femininos. Seu instagram é @ginecologiaemocional

 


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