Exercite a autocompaixão em 2020

  • Juliana De Mari

Dê um crédito para essas pequenas oportunidades de quebrar padrões que não favorecem a sua expressão mais autêntica e mais bonita. Exercite a autocompaixão.

 

Já pensou nos seus desejos para 2020? Fez a sua lista de intenções para o Ano Novo? Já observou as áreas da sua vida que estão convidando a uma maior participação? Eu desejo que você exercite a autocompaixão na hora de fazer o balanço do que passou até aqui, mas sempre de olho no que pode vir a ser e fazer daqui para frente.

Olhar para si mesma de uma perspectiva compassiva pode fazer a diferença naqueles momentos em que você se sente mais embatucada, sem clareza do que pode acontecer. Em vez de se autoflagelar com rótulos definitivos a seu respeito (sou uma farsa; sou chata; eu sou uma bagunça; sou um fracasso e por aí vai) e se limitar a partir deles, que tal considerar que você está aprendendo, está se desenvolvendo, está tentando, está se tornando quem pode ser, está chegando lá?

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Praticar a autocompaixão

Primeiramente, observe a voz que fala dentro da sua cabeça porque ela parece trazer verdades. Mas, de verdade, quando entra nessa função julgadora, ela não merece ouvidos. E como a gente perde tempo e ânimo escutando as nossas próprias bobagens mentais, já reparou? Não estou propondo que você seja condescendente com o que precisa encarar para ter mais qualidade na sua vida. Nem estou sugerindo que você se iluda a respeito de quem é, com toda a sua luz e o lado sombra que precisa ser reconhecido para que possa ser iluminado. Mas, neste caso, meu convite é para que, em 2020, você comece a praticar a autocompaixão. É uma forma de se oferecer carinho e apoio em momentos difíceis, como se estivesse se colocando à disposição de uma amiga muito querida.

Quando se flagrar na falação crítica e limitante a seu respeito e desacreditar do seu direito a sentir mais bem-estar na sua vida, experimente dizer a si mesma: “esse é um momento de sofrimento”. Ou simplesmente reconheça: “isso dói”. E continue: “sofrimento é parte da vida”.

O exercício de compaixão

Essas frases vão lembrar você da sua humanidade e do tanto que a sua experiência faz parte do que pode estar se passando também a outras pessoas, mesmo que você se sinta tão sozinha na sua vulnerabilidade. Prossiga: “talvez eu possa me perdoar” ou “talvez eu possa ser mais paciente comigo”. Um grande alívio nasce desse exercício de compaixão, que impede a escalada de pensamentos negativos e conduz você, de um jeito simples, a uma intenção mais gentil com você mesma.

Dê um crédito para essas pequenas oportunidades de quebrar padrões que não favorecem a sua expressão mais autêntica e mais bonita. Experimente mudar o roteiro dos diálogos que só você escuta, na sua cabeça. Eles podem ser mais positivos se você lembrar que a voz é sua! Use-a a seu favor e se dê permissão para criar um ano realmente novo e diferente, de dentro pra fora.

 

Ju De Mari é uma jornalista que virou coach para mulheres na PROSA Coaching. Pratica singelezas como forma de se relacionar com a vida de maneira mais criativa. Adora flores e fotografia, tem dois filhos e raízes no frevo pernambucano. Nesta coluna mensal, compartilha reflexões sobre transição de carreira e de estilo de vida para inspirar pequenas revoluções possíveis e práticas.   


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