A arte da entrega: você deixa o universo fazer a parte dele?

  • Ale Garattoni
  • FOTOGRAFIA: Luca Upper | Unsplash

Abrir mão do controle de cada passo da sua vida pode ser difícil, mas costuma trazer resultados surpreendentes e pequenos milagres diários

 

Pode reparar: todos os dias somos bombardeados por receitas de rituais e estratégias de sucesso que, invariavelmente, incluem a visualização do que a gente quer, o planejamento do que a gente deseja, o desenho do mapa rumo aos objetivos.

Seja para mudanças de hábitos simples ou para a conquista de metas profissionais ousadas, o modo controlador é festejado e premiado. E é claro que tudo isso tem mesmo um papel positivo (acredito na força do pensamento desde que li, aos 16 anos, O Poder do Subconsciente!), mas o que percebo cada vez mais é a carga de ansiedade que pode estar atrelada à obrigação de estar o tempo todo no volante da própria vida.

Saber entregar os fatos a uma ordem natural do universo não tem nada a ver com “ficar sentado esperando o que quer” ou assumir uma postura de comodismo. É mais sobre confiar que o universo por vezes conhece melhor do que a gente a estrada que precisamos percorrer.

É mais sobre acreditar nos pequenos milagres diários de sincronicidade que vêm como respostas a partir do minuto em que limpamos um pouco nossa mente. É mais sobre entender que, como diz o best-seller da coach americana Gabrielle Bernstein, “the universe has your back” (em tradução livre, algo como “o universo está te dando suporte”).

Você já pensou que, se tudo tivesse dado certo, você não seria você? Essa pergunta vira e mexe circula pela internet e ela explica bem essa teoria de saber entregar.

Perder um voo pode ter feito você conhecer o amor da sua vida no voo seguinte; não passar no vestibular da faculdade que você mais queria pode ter trazido, na escola que era o plano B, os contatos certos que te ajudaram na sua vida profissional; passar pela maior furada em uma viagem de férias, quem sabe, pode ter te apresentado a um grande e importante amigo.

Na hora H, a gente não sabe, mas ruim e bom são significados que nossa mente controladora cisma em dar – e, pois é, muitas vezes ela não entende nada de médio/longo prazo.

Pouco importa qual sua crença ou religião, existe uma força que guia e cocria nossa existência com a gente. Quando nos alinhamos a essa energia, a confiança no todo cresce e as respostas chegam.

E chegam da maneira mais mágica: você abre um post no Instagram que fala exatamente o que você precisava escutar, ganha um livro que mais parece um conselho certeiro, encontra a pessoa que você precisava encontrar. Para perceber estes milagres, basta estar atento. Nenhum encontro é por acaso, afinal.

Sim, a gente precisa fazer nossa parte. Cuidar do corpo, da mente, da alma. Ter garra, ter foco, ter resiliência. E, sim, até visualizar e planejar.

Mas também é preciso fechar os olhos, meditar e deixar que as respostas surjam, as palavras apareçam, as peças se encaixem. Somos todos ferramentas de algo maior e, quando encaramos tudo e todos como canais para a abundância, fechamos a porta do medo e colhemos, então, os frutos de um universo que nunca falha.

 p.s. Essa coluna tinha outro tema pré-planejado, mas ao abrir o computador deixei que o universo me guiasse e esse foi o resultado. Talvez tudo isso tenha sido para dar a VOCÊ a resposta/perspectiva que precisava!

 

Ale Garattoni é carioca, formada em Administração de Empresas, com especializações em Marketing e Jornalismo de Moda. Fundadora da Amo Branding, que trabalha imagens de marcas com base no autoconhecimento, e do @Blog5Sentidos, que criou para compartilhar seu processo de transformação pessoal. Por aqui, mensalmente, divide sua experiência nesta caminhada.

 

 

 


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